
I A origem
O mar
Onde tudo começou. Surf, ondas vazias e a despedida no círculo de remada.
Antes de qualquer redação, havia o mar. Fotografar surf ensina três coisas que servem para o resto da vida profissional: esperar, antecipar e aceitar que a maior parte das tentativas não dá em nada.
É a parte mais antiga deste arquivo e a que nunca parou.

Vista de cima, a manobra vira desenho: a esteira de espuma, a sombra da prancha no fundo verde, o corpo minúsculo no canto. O drone não trouxe só um ângulo novo — trouxe uma escala nova para uma coisa que eu fotografava havia quinze anos.
A onda boa dura três segundos. O resto do dia é espera — e a espera é onde o fotógrafo aprende a olhar.



Em novembro de 2016, o circuito mundial passou pela Joaquina. O Hang Loose Pro Contest trouxe para a areia da ilha os nomes que até então só apareciam em revista.


E o mar também é onde a comunidade se despede. O círculo de remada é a cerimônia do surf: as pranchas se juntam, alguém fala, todos batem na água.

Ficha técnica
- Locais
- Joaquina, Guarda do Embaú e litoral catarinense
- Período
- 2015 — 2020
- Fotografia
- Flávio Tin
